A pergunta ainda latente e inquieta, que a usual construção política do "Direito à Memória" (e à verdade?),
ao menos no Brasil, vacila ao responder:
ao menos no Brasil, vacila ao responder:
a rememoração política destina-se a vítimas específicas e previamente delimitadas ou, ao contrário, alcança toda e qualquer vítima da violência patrocinada ou aceita pelo Estado?
***
Mais do que isso:
Embora a memória seja seletiva (inclusive porque é política em sua essência) isso, por si só, permitiria filtrar qual violência interessa e qual violência não interessa
à afirmação de um Direito à Memória?
Quem tem medo de TODOS os relatos possíveis na dinâmica da memória?
Não seria justamente a totalidade dos relatos possíveis, na seletividade do Direito à Memória, que interessaria à formação de uma memória política efetivamente inclusiva?
...O vídeo abaixo reflete essa problemática...
(todavia, nenhum debate da Comissão de Anistia busca congregar esses relatos, ainda subterrâneos, insistindo, na sua renitência, na velha e excludente repetição da história do progresso, intrinsecamente alheia à aceitação do tempo da memória)
Fonte do vídeo: youtube
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